Números são do Corpo de Bombeiros, que dá dicas para evitar acidentes. Entre casos, 110 são de pessoas que ficaram com partes do corpo presas.
O Corpo de Bombeiros atendeu a mais de 800 ocorrências relacionadas a elevadores no ano passado, em todo o estado de São Paulo. Segundo levantamento da corporação, 706 delas foram de passageiros retidos na cabine e 110 de pessoas presas no elevador – quando alguma parte do corpo é prensada pelo equipamento. É o caso do jovem que ficou preso na noite de segunda-feira (12) na altura do peito, entre a parede e a plataforma de um elevador em um estacionamento vertical na Aclimação, Zona Sul de São Paulo.
Das 110 ocorrências no ano passado, 51 foram na capital paulista, 40 no interior do estado e 19 na Grande São Paulo. Os casos em que partes do corpo ficam presas à cabine ou à porta do elevador requerem, segundo os bombeiros, um atendimento mais especializado, porque podem provocar ferimentos graves. “O mecanismo é muito cruel, porque o elevador tem toneladas de peso”, afirma o tenente Marcos das Neves Palumbo, chefe do setor de comunicação institucional dos bombeiros.
O tenente diz, no entanto, que o elevador é um equipamento seguro, desde que sejam feitas as manutenções necessárias. Por isso, as pessoas não precisam se desesperar quando ficam retidas dentro da cabine, como no caso de falta de luz, por exemplo. “Se a pessoa ficar retida, o negócio é manter a calma, sentar no assoalho do elevador. É um equipamento seguro”, garante.
Os condomínios precisam fazer o contrato de manutenção com empresas cadastradas no município. Segundo Palumbo, o prazo de validade dos serviços realizados no elevador pode ser reduzido devido ao mau uso do equipamento. “A manutenção que duraria três meses por causa do mau uso pode ser diminuída”, afirma.
Entre exemplos desse uso inadequado, estão tentar abrir a porta quando o elevador não está parado no andar ou impedi o fechamento das portas. O tenente afirma que o equipamento começa a dar sinais de que está com problemas. “Você aperta o botão do 1º andar e ele para no segundo, o elevador para no meio [dos andares] ou para com degrau”, afirma.
Queda de elevadores
A queda de um elevador em um prédio de Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, deixou 11 pessoas feridas no dia 31 de março. Não houve rompimento de cabos – a suspeita é que os freios não tenham funcionado. Segundo o tenente, casos como esses são raros. “É um caso excepcional, será feita uma análise muito criteriosa, porque há vários equipamentos que impedem que o elevador caía.”
Confira algumas dicas dos bombeiros para evitar acidentes nos elevadores:
– Se o equipamento parar entre dois andares, não tente sair e chame o Corpo de Bombeiros ou a empresa especializada. O tenente afirma que é necessária uma retirada técnica, com desligamento do aparelho, para evitar que o elevador volte a funcionar durante o resgate.
– Os condomínios devem fazer o contrato de manutenção dos equipamentos apenas com empresas cadastradas no município.
– Caso fique retido na cabine, mantenha a calma, sente no assoalho e aguarde o resgate. O elevador é considerado um equipamento seguro.
– Evite tentar abrir a porta quando o equipamento não está no andar ou impedir o fechamento do elevador. Também impeça que crianças brinquem no elevador.
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