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Reunião de condomínio: um direito ou um dever?

Independente da localização, a maior dificuldade encontrada pelos síndicos na hora de realizar uma reunião de condomínio é a baixa adesão dos moradores. Entre os motivos que justificam a ausência dos condôminos estão a fama das assembléias de promoverem discussões muito acaloradas e demoradas e a taxa condominial dentro do orçamento.

Conseguir atrair as atenções das pessoas não é uma tarefa fácil. Segundo o síndico Delima, os condôminos só percebem a necessidade de comparecer às reuniões quando o tema mexe no bolso.

Por exemplo, quando corre boatos de que haverá uma multa a ser paga, de irregularidades do ex-síndico ou aumento da taxa condominial. “De certa forma, quando há um grande interesse principalmente de preocupação o quorum é tão grande que nem cabem todos na sala de reunião”, revela.

Essa situação, para Delima, é bastante preocupante. “Infelizmente, os condôminos não sabem ou não se importam com a seriedade que é participar nas assembléias. Tudo o que é discutido lá será obrigatório a todos”.

Na mesma linha de pensamento de Delima, o síndico profissional Maurício Jovino explica que a maioria dos moradores só se interessa pelas reuniões de condomínios quando são tratados assuntos individuais, como é o caso do sorteio de garagens. Para ele, essa postura é bastante incoerente, pois muitos condomínios estão mais preocupados com o local que seu carro irá ficar do que com assuntos mais fundamentais como a segurança do prédio.

Maior adesão

Para mudar esse quadro, Jovino aconselha tornar as assembléias mais ágeis, evitando tumultos e conversas paralelas. Também é importante um trabalho de conscientização dentro do condomínio por parte do síndico e da administradora por meio de comunicados e circulares.

Por outro lado, o síndico profissional revela que é importante tornar a assembléia um ambiente agradável e que tenha ordem em todos os sentidos. Ter acomodações boas como cadeiras, água, café e alguns biscoitos é um bom começo. “Isso torna o local mais social e os moradores podem se servir e conversar entre si, como acontece em eventos. Essa iniciativa tem funcionado muito em alguns casos, e o custo para o condomínio é muito baixo”, diz.

Contudo, Jovino afirma que nada disso bastará se a assembléia não tiver um presidente preparado. Diferente do que se pensa, quem organiza a reunião e faz respeitar a pauta do dia é o presidente da mesa e não o síndico.

“É comum também o morador querer entrar em assuntos particulares e do cotidiano que seria facilmente resolvido pelo síndico ou pela administradora. Novamente cabe ao presidente da mesa interferir não permitindo e já explicando ao morador que o caso dele será resolvido posteriormente, fora da assembléia”, destaca Jovino.

De acordo com ele, assim como uma assembléia ruim repercute no condomínio, uma reunião produtiva, rápida e objetiva também irá repercutir. Para o síndico profissional, com o tempo, isso atrairá outros moradores para as próximas e abolirá essa idéia que reunião de condomínio é sinônimo de briga, confusão e desorganização.

Tamanho é documento?

Apesar de terem opiniões semelhantes com relação à importância das reuniões e à baixa adesão dos condôminos, os síndicos Delima e Maurício Jovino divergem em um ponto. Para o primeiro, a relação entre o tamanho do condomínio sempre será proporcional ao número de presentes nas assembléias.

Segundo ele, a relação entre o número de apartamentos e a quantidade de pessoas que comparecem às reuniões é praticamente a mesma em qualquer condomínio, girando em torno dos 15%. “A própria constituição reconhece esse falta de interesse pois até no código civil menciona que para qualquer aprovação precisa-se de 50% + 1 em primeira chamada ou em segunda chamada com qualquer número dos presentes”, comenta.

Já Jovino afirma que os condomínios menores têm maior participação nas assembléias. Ele explica que isso se dá porque os moradores se conhecem e cobram uns dos outros. “Por estatísticas, esses condomínios tem menos problemas, e quando aparece é mais fácil de resolver.”

Em condomínios grandes, o síndico profissional destaca que a falta de uma relação de vizinhança atrapalha muito, pois na maioria das assembléias as discussões são entre moradores. “Talvez conhecendo um ao outro um pouco melhor isso não aconteceria. Daí a necessidade de o síndico promover ações de integração entre os moradores. Futuramente isso irá refletir nas assembléias e no dia á dia do condomínio.”

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