Problema de terreno em Mauá já dura mais de dez anos.
Juiz deve decidir sobre indenização a moradores no mês que vem.
Foi criada nesta terça-feira (20), na Assembleia Legislativa, uma frente parlamentar para acompanhar o processo envolvendo o condomínio construído em um terreno contaminado em Mauá, na Grande São Paulo. Trata-se de um problema de saúde pública que já dura mais de dez anos. A frente parlamentar foi criada a partir de um pedido dos moradores.
“O objetivo dessa frente é que esse caso não fique no esquecimento”, diz a presidente da frente Vanessa Damo.
A espera por uma solução é longa. O condomínio Barão de Mauá foi construído entre 1993 e 1994. Mas o terreno havia sido usado como lixão industrial pela Cofap, uma fábrica de amortecedores.
Em abril de 2000, o técnico Geraldo Riviello, que fazia a manutenção de uma caixa d’água subterrânea, morreu após uma explosão provavelmente provocada por gases que se desprendiam do solo.
A Cetesb já constatou que o terreno está contaminado por 44 substâncias tóxicas, dez delas cancerígenas.
A Justiça chegou a determinar que os prédios fossem demolidos e os moradores, indenizados. Mas as construtoras e a Cofap entraram com recurso e o processo ainda não chegou ao fim.
Nesta terça, a Cetesb recebeu um novo relatório de uma empresa contratada pra analisar o solo do condomínio. O estudo deve ser encaminhado ao Judiciário. O advogado dos moradores espera que a sentença anterior seja confirmada pelo Tribunal de Justiça até o mês que vem.
“Espero que tudo seja resolvido logo”, diz o advogado José Luiz Corazza Moura.
Em nota, a Cofap informou que paga pelos serviços dessa empresa que analisou o solo do condomínio. Ainda segundo a Cofap, esse estudo foi monitorado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e teve o acompanhamento da Cetesb.
A empresa disse ainda que a qualidade da água da rede pública passa por testes periódicos que comprovam que ela é potável.
O Tribunal de Justiça informou que o caso está nas mãos do desembargador Lineu Peinado. Ele deve anunciar a sentença no mês que vem.
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