A Polícia Civil não tem pistas dos ladrões que levaram dinheiro, cheques, roupas e um notebook do apartamento de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente da República. Ela estava em casa no momento do furto, na sexta-feira, por voltas das 20h30min, e não percebeu a entrada dos criminosos.
Ela conta com segurança especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O delegado de Coqueiros, Jaime Martins, questionou como um local vigiado por homens treinados pode sofrer um furto.
No escritório do GSI em Florianópolis, que funciona no mesmo bairro do apartamento da filha do presidente, dois homens informaram que a instituição só se manifestaria hoje, quando o responsável pelo serviço volta ao trabalho. Em entrevista ao colunista Rafael Martini, que pode ser lida nas páginas 2 e 3, Lurian falou do trabalho dos seguranças:
– Eles sempre estão por perto. Não sei o que aconteceu.
Assim como o GSI, a Polícia Civil preferiu a discrição. Na Delegacia de Coqueiros, a orientação era não dar detalhes. O delegado Baltazar Antônio Garcia até levou o boletim de ocorrência para casa. A consulta ao sistema informatizado foi proibida.
No sábado, às 21h30min, técnicos do Instituto Geral de Perícias estiveram no apartamento. A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que está à disposição para a investigação e entra no caso se houver pedido de apoio do gabinete da Presidência ou da Polícia Civil.
A filha do presidente Lula mora com um casal de filhos no primeiro andar do prédio. Eles tinham viajado para São Paulo no feriado da Páscoa para visitar o pai. De acordo com o delegado Jaime Martins, o Bairro Itaguaçu, onde fica o condomínio, é alvo constante de furtos.
Moradores afirmaram que o Condomínio La Romana tem sistema interno de monitoramento, mas que as câmeras da área externa e garagem não estão funcionando. O único equipamento em funcionamento seria o da recepção. Ontem, a guarita da frente estava vazia.
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