Houve um tempo em que ser síndico significava livrar-se das taxas condominiais. Com a profissionalização do cargo, que deixou de ser de quem não tem o que fazer para incluir pessoas atuantes de um mercado segmentado, aqueles que assumem a responsabilidade de administrar um prédio precisam investir em conhecimento. As obrigações são inúmeras e precisam ser exercidas independentemente de horários. Entre os deveres do síndico, que tem no dia de hoje a data de comemoração da atividade que desempenha, estão os de representar o condomínio em juízo, defender os interesses comuns ao prédio, impor as multas estabelecidas na lei e na convenção, executar as deliberações das assembleias, prestar contas. Não bastassem as tarefas cotidianas, o síndico conta com imprevistos. Nem todos os moradores vivem pacificamente.
É comum que os edifícios contem com uma população que tenha profissões, credos e costumes diferentes, que, não raro, implicam sérias desavenças.
Cada vez mais pessoas moram em condomínios, comunidades surgidas no Brasil em 1951 na cidade de Belo Horizonte (MG). Em Santa Catarina, ganharam espaço na década de 1960. Estima-se que, atualmente, existam cerca de 5 mil condomínios só na Grande Florianópolis.
Aproximadamente 250 mil pessoas moram ou trabalham nesses locais. Para estar de acordo com a realidade do mercado imobiliário, o síndico precisa prestar atenção em detalhes, como a tecnologia usada no fornecimento de água, de energia elétrica e, hoje em dia, na segurança da edificação.
Com uma administração profissional poderemos ter a certeza de que o lugar escolhido para viver é também um local em que as regras escritas se aliam às do bom senso e, consequentemente, onde o bem-estar prevalece.
Alfred Heilmann, Presidente do Sindicato dos Condomínios de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu (Sindiconde)
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