Sem categoria

CORA FAZ BALANÇO POSITIVO DE 2009 E TRABALHA POR UM 2010 AINDA MELHOR

Para a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Arujá e Região (Cora) o ano de 2009 começou difícil por conta da crise econômica mundial, mas terminou de uma forma muito positiva em todos os sentidos. Para esse ano as expectativas são ainda melhores.

De acordo com o presidente da Cora, Carlos Henrique Nicolau, a crise derrubou o valor de venda dos materiais recicláveis e consequentemente da retirada dos catadores, mas a Cora conseguiu superar as dificuldades e saiu mais forte desse período.

“A categoria dos catadores já vem superando dificuldades no seu dia-a-dia, então a crise veio fortalecer o trabalho dos catadores. A gente conseguiu manter o número de postos de trabalho e ainda incluímos novas pessoas e conseguimos manter o valor do pagamento através da rede, e não saímos prejudicados”.

No segundo semestre tudo melhorou com a chegada de uma máquina de processamento de EPS (conhecido popularmente como Isopor ®). Um convênio entre a Cora e a empresa recicladora Santa Luzia de Santa Catarina, transformou a Cora num pólo centralizador deste material em toda região.

Um balanço referente ao primeiro quadrimestre de uso da máquina apontou que foram processados e vendidos nesse período 6.500 quilos de Isopor®. “Com a vinda da máquina, o Natal dos catadores foi bem melhor, pois passamos a receber este material de outras fontes e este volume permitiu condições melhores para todos os associados da Cora”, comemora Carlos.

Em 2009 foram gerados mais 9 postos diretos de trabalho como resultado do aumento no volume de processamento em quase 80%. Em 2008 foram 210 toneladas vendidas e o relatório de 2009, que ainda não foi finalizado, já aponta em torno de 315 toneladas de material reciclado trabalhado.

Carlos ainda diz que a união da categoria fez com que 2009 terminasse com resultados positivos. “Para nós foi um ano que começou difícil, mas que com muito trabalho, força de vontade e acima de tudo com muita união conseguimos crescer ainda mais. Se não houver união não somos nada porque estamos lidando com o mercado de recicladores que é extremamente competitivo e cruel. Foi um ano que a gente provou que dá certo trabalhar de forma coletiva”.

Além da união, grandes parcerias ajudaram a Cora a ampliar e melhorar o trabalho no ano passado. Entre elas a empresa Meiwa, que fabrica embalagens de EPS em Arujá. Ivam Michaltchuk, Gestor de Projetos Especiais da Meiwa, explica que durante todo o ano de 2009 a empresa forneceu cestas básicas para complementar a alimentação dos associados. “Nós fornecemos as cestas mas conclamamos aos administradores municipais para que também se sensibilizem com isso porque, em tese, essa obrigação não seria de uma empresa e sim do poder público”, afirma.

Outro grande ponto foi o auxílio da empresa na vinda da máquina de processamento do isopor concedida sem custos pela empresa Santa Luzia. “O processamento reduz o volume viabilizando o frete que é o principal gargalo que impede a reciclagem desse material em escala comercial no Brasil hoje”, explica.

Ivam ainda destaca que houve outros avanços. “Melhorou um pouco a renda dos associados em relação ao ano de 2008, mas tudo isso tem que se consolidar esse ano porque 2010 é hora de colher”, diz.

Ele complementa. “Na verdade, na minha visão 2009 foi o ano de plantar e regar, acho que 2010, com o apoio do comércio de Arujá, da indústria e do poder público será ainda melhor”.

Perspectivas para 2010

Aperfeiçoar os projetos de reciclagem de isopor, de óleo de cozinha usado e de vidro; construção de novo galpão e melhorar ainda mais as condições de trabalho dos catadores. Esses são apenas alguns dos objetivos da Cora para esse ano.

Para que Arujá se torne definitivamente a capital da reciclagem do Isopor® duas atividades específicas serão desenvolvidas pela Cora entre fevereiro e novembro: o aperfeiçoamento do programa de educação ambiental e o fortalecimento do trabalho com o comércio local.

“Vamos fortalecer o Programa de Educação Ambiental nas escolas, inserindo cada vez mais informações sobre o Isopor® para as crianças e para a comunidade do entorno. Estamos preparando um calendário de atividades para que de fato possamos consolidar essa consciência da reciclagem deste tipo de plástico e fortalecer ainda mais a coleta seletiva no nosso município”, explica o presidente da Cora.

Quanto ao comércio local, a intenção é estreitar a parceria com o mesmo. “Pretendemos fazer um trabalho consistente de coleta dos materiais recicláveis como Isopor®, óleo de cozinha e de vidro em toda a cidade”, diz.

Também há boas notícias em relação ao trabalho geral da Cora. “Nós temos hoje a inclusão de mais um condomínio no programa de coleta seletiva e em breve teremos mais duas indústrias, a Sampla Belting e a Fujifilm do Brasil para fazer a coleta”.

Para 2010 o grande projeto será a mudança da entidade para um novo e mais amplo galpão. “Só estão faltando alguns ajustes e providências para que o processo licitatório seja efetuado e as obras iniciadas”, diz Carlos.

Outra questão que deve ser resolvida refere-se ao repasse da verba prevista no convênio firmado entre a Cora e a Prefeitura em 2007. “A diretora municipal de Meio Ambiente, Ionara Fernandes, está intercedendo junto à Secretaria de Finanças para que a gente comece efetivamente a receber o repasse”.

Além disso, na próxima semana terá início o segundo turno de trabalho para dar vazão ao material. “Estamos elaborando em conjunto com os atuais associados e com os novos catadores uma nova planilha das funções para que tenhamos, de fato, um aumento na produtividade”.

Atualmente a Cora trabalha com 12 mulheres na mesa de separação, o que rende cerca de 60 big bags (sacos) triados por dia. Com o segundo turno o foco principal é que essa triagem seja ampliada. “Com o aumento desse volume consegue-se dar vazão no material reciclável que está chegando e gera mais renda para os associados”.

Ivam Michaltchuk, representante da Meiwa, explica que em 2010 a empresa quer continuar ajudando a Cora a se organizar, a se profissionalizar, trabalhar melhor e a crescer. “Acreditamos no trabalho deles que é serio e bem feito, claro que dadas as condições estruturais. Hoje não há como melhorar muita coisa, mas a ideia da Meiwa envolve não só o EPS, que é o material que a empresa produz, mas envolve praticamente todos os materiais recicláveis”.

A Meiwa incentiva outros empresários a ajudar a Cora no projeto de reciclagem do EPS (Isopor®). “A Cora não tem condições de buscar esse material, então as empresas socialmente responsáveis que queiram dar ao EPS um destino correto, devem entrar em contato com a Cora e trazer esse material para cá. Além de ser processado de acordo e ter a destinação correta, vai gerar mais renda para os catadores e melhorar as condições de trabalho da associação”.

A intenção é potencializar o uso da máquina de processamento de Isopor®. “Em 2010 nós queremos consolidar e aproveitar todo o potencial da máquina que, justamente por conta destas limitações, está sendo sub-utilizada”.

A máquina possui capacidade de processar dez vezes mais do que vem fazendo atualmente. Foram processadas 6 toneladas em quatro meses no ano de 2009, mas a máquina consegue fazer 13 toneladas por mês.

Há ainda uma grande expectativa quanto à construção do novo galpão da Cora. “Com isso as condições de trabalho das trinta famílias associadas vão melhorar bastante. Isso passa não só por espaço físico, mas por organização”.

Antes mesmo da inauguração do novo prédio Ivam pretende ajudar a Cora a melhorar a organização dos trabalhos. “Eu vou passar um tempo aqui conhecendo todo o trabalho a fundo, a rotina deles e tentando organizar um organograma, uma descrição de função para cada um dos associados. Vamos organizar o trabalho, para que mesmo nesse espaço atual, que é restrito, eles consigam trabalhar melhor”.

Ivam ainda convida outros empresários a apoiar a Cora. “A gente continua conclamando não só o comércio, mas a indústria local, para apoiar o trabalho da Cora. É um trabalho inédito, que já foi alvo de diversos estudos, até de fora do Brasil”.

Ele ainda afirma que as pessoas têm que abandonar a ideia de não fazer nada porque não podem fazer muito. “Muita gente fica acomodada porque acha que para ajudar uma cooperativa de reciclagem tem que investir muito tempo e dinheiro. Se cada um contribuir com o conhecimento que detém, tudo fica melhor e mais fácil. Um exemplo concreto foi dado pela jovem empresa HOOM WEB DESIGN aqui de Arujá (www.hoomweb.com). Com a colaboração do Conselho Consultivo da Cora, esta empresa desenvolveu sem nenhum custo o novo site da associação, com diversas informações úteis e prestação de serviços à comunidade.

Ivam finaliza. “A Meiwa continua a fazer o papel dela que é prestar apoio à Cora e mais do que isso, preocupada com o meio ambiente e com a destinação adequada do EPS, pois temos consciência de que colocamos no mercado um material que tem inúmeras vantagens, mas que no final do processo é descartado e é reciclável, então por que não apoiar essa iniciativa e outras Brasil afora que a gente desenvolve?”.

A Cora está localizada na Rua Ana Maria Moreira Coronado, 80, Centro Residencial, em Arujá. O telefone para contato é o 4653-3310.

Outros esclarecimentos sobre o trabalho da associação, bem como formas de doações de materiais recicláveis, podem ser obtidos também no novo site da Cora, no endereço www.corareciclagem.org.br.

Clique aqui para ver o link desta matéria

Mais Acessadas

Criado em 2002 pelo síndico profissional Mauricio Jovino, o portal com mais de 13 anos de atividade, tem o objetivo de reunir conteúdo de qualidade a todos que administram, trabalham e vivem em condomínios.

Tel.: [11] 2814-4399
Cel.: [11] 98232-8383
Skype: condominioemfoco

Mauricio Jovino
Diretor Comercial

Facebook

Todos os Direitos Reservados 2016 © Condomínio em Foco - Desenvolvido por

Ir para Cima