Especialistas abordaram o desafio de administrar megaempreendimentos durante a palestra “Grandes Condomínios, Pequenas Cidades Inseridas na Megalópole – Um desafio administrativo”, proferida em 25/9 no Enacon.
Coordenada por Michel Rosenthal Wagner, membro do Conselho Jurídico da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato, a palestra “Grandes Condomínios, Pequenas Cidades Inseridas na Megalópole – Um desafio administrativo” tratou dos condomínios ditos especiais, tanto residenciais como comerciais e mistos. A apresentação abordou a importância da administração de vários tipos de contrato de multisserviços que envolvem essa gestão diferenciada.
Relativamente à administração propriamente dita, Rosenthal Wagner comparou a gestão de grandes condomínios à de verdadeiras cidades, destacando a semelhança dos organogramas de prefeito e síndico, de subprefeitos e subsíndicos e de gabinetes/assessorias e conselhos/comissões específicas. Ele ressaltou a importância de se conhecer cada vez mais o cliente, de estar atento às necessidades tanto de quem mora como de quem trabalha em grandes condomínios.
O debatedor Paulo Bom, diretor administrativo da Adaplan Administração de Condomí¬nios, Locações e Vendas, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos administradores de megacondomínios residenciais. Citou três pontos que dificultam esse trabalho: aspectos estruturais, administrativos e educacionais.
O ponto estrutural, disse Bom, tem sua origem na fase da construção. Como a construtora não consulta a administradora, surgem problemas quando o empreendimento é habitado.
Os conflitos administrativos também trazem certa dor de cabeça, porque nessas verdadeiras cidades cada morador está preocupado com uma coisa – um com a banheira e outro com o pagamento das contas, exemplificou Bom.
Quanto ao flanco educacional, o diretor da Adaplan lembrou que, como as áreas comuns são muito grandes, os moradores acabam repassando aos funcionários do condomínio a função de educar seus filhos. “Já tivemos até que contratar um fiscal de área, que acabava exercendo uma função parecida com a do bedel.”
Thomaz Valladão Catunda, diretor executivo da CB Richard Ellis Serviços do Brasil, abordou as necessidades dos grandes condomínios comerciais. “Enquanto no segmento residencial há a busca de liberdade, no comercial o desejo é de que tudo funcione da melhor forma, com o menor custo possível”, disse.
A palestrante Laura Valente de Macedo, diretora para a América Latina e Caribe da Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei, na sigla em inglês), falou sobre a entidade que representa – seus objetivos e programas em curso — e sobre o impacto da mudança climática no planeta. “Temos que buscar soluções sustentáveis”, defendeu. Laura ressaltou a importância de levar o cuidado que é preciso ter com o macro (o planeta) para o microuniverso, no caso o condomínio.
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