Na hora de alugar um imóvel, muita gente escolhe a moradia com base no que vai pagar ao locador mas também ao condomínio. Em geral, o valor da cota condominial no Rio é considerado alto pelos moradores. No caso de imóveis alugados, torna-se ainda mais salgado, porque chega a quase metade do valor da locação. Uma pesquisa do Secovi Rio mostra que em bairros como Méier, Tijuca e Madureira essa proporção chega a quase 50%.
— O valor do condomínio é um reflexo do custo de vida da cidade. As grandes metrópoles pagam mais porque têm níveis salariais maiores, tarifas públicas mais caras e violência. A média do Rio, de R$550, é cerca de 30% maior do que em municípios do Nordeste — disse o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider.
Se por um lado não há muito como fugir dos altos custos, por outro há várias maneiras de tentar reduzi-los ou evitar que aumentem mais.
— O uso racional da água é fundamental. Também deve-se fazer uma programação da mão de obra, para evitar horas extras — disse o gerente da Apsa Rogério Quintanilha.
Encontrar mecanismos para crescer a receita é outra dica que deve ser considerada, segundo Paulo Rocha, da Cipa Administradora. Um forma de fazer isso é alugar partes comuns do edifício. E a inadimplência precisa ser evitada por moradores e combatida por gestores.
— O condomínio é um rateio de despesas. Quanto menos gente participar, maior será a cota de quem paga — explicou Pedro Carsalade, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis.
Consumo de água individualizado
Quando assumiu a função de síndico do Edifício Barão de Pinhal, na Piedade, em 2006, Moysés Alves, de 60 anos, tinha uma missão, imposta por ele mesmo: reduzir as despesas do condomínio e, assim, baixar a cota condominial dos 128 apartamentos. Ao analisar as despesas, ele descobriu que uma maneira de fazer isso era controlar o alto consumo de água, cuja conta chegava a R$12 mil por mês. A ideia, então, foi individualizar o fornecimento de água aos apartamentos, instando hidrômetros.
— Cada um paga o que gasta e, por isso, economiza — disse Moysés, que prevê uma redução de até 40% nas cotas condominiais.

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