Garagens de condomínios residenciais são usadas como centros comerciais.
Representantes do Ministério Público e da Cohab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano do Estado) estão reunidos nesta quarta-feira (10) em Franca, para discutir sobre a situação dos centros comerciais da principal avenida do bairro Vicente Leporace, que funcionam nas garagens dos condomínios de prédios da companhia.
As lojas conhecidas como puxadinhos, foram construídas de forma irregular em uma área residencial, há mais de uma década. No decorrer dos governos, foram criadas várias leis e até alvarás de funcionamento foram concedidos a alguns comerciantes, que pagam impostos. Mas, a maioria continua agindo ilegalmente.
Há quatro anos, o Ministério Público entrou no caso para buscar uma solução pacífica entre a Cohab e os moradores. O posicionamento da promotoria é pela regularização da área, que é comum aos condomínios e não pode ter apenas um proprietário e nem ser alugada para atividades comerciais. De acordo com o promotor Carlos Henrique Gasparoto, a proposta é fazer com que as normas urbanísticas sejam cumpridas sem causar danos aos moradores.
Dois centros comerciais legalizados foram construídos na avenida e os boxes distribuídos por licitação, mas há um consenso entre os moradores de que ninguém quer sair dos puxadinhos.
O presidente da União das Associações Comunitárias de Franca, André Szabo, que representa os moradores, afirmou que não foi convidado para a reunião da noite desta quarta.
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