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IPCA ratifica disparidade entre o aumento dos aluguéis e o índice que reajusta a maioria dos contratos, o IGP-M

RIO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2009, divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE, ratifica a disparidade entre o aumento dos aluguéis e o indexador que reajusta a maioria dos contratos, o IGP-M. Enquanto o primeiro registra alta de 6,64%, o segundo índice apresenta queda de 1,72%, como informou a FGV no fim do ano. O IPCA calcula a variação de preços de produtos e serviços, como alimentação e bebidas, artigos de residência, despesas pessoais, educação, habitação, saúde, entre outros. O índice geral subiu 4,31% em 2009, na terceira menor taxa desde 1980.

Para o conselheiro da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Rio), Paulo Fabriani, a alta dos aluguéis é consequência direta da variação dos valores de compra e venda.

– Atualmente, as construtoras investem em modelos de condomínio com muita infraestrutura, com salas de boliche e cinema, por exemplo. E é evidente que isso traz uma diferença no preço do imóvel novo. O imóvel antigo, mesmo com valor inferior em 10% a um recém lançado, acompanha essa inflação. Isso quer dizer que, ao encerrar um contrato de 30 meses, o proprietário provavelmente irá reajustar o valor do imóvel para equipará-lo ao mercado. Devido à pressão do mercado, que registra uma procura por imóveis para alugar maior do que a oferta, a alta, em alguns casos, chega a 30% – explica o conselheiro da Ademi.

Pela lei, o valor do aluguel deve ser reajustado de acordo com a variação do índice que rege o contrato a cada 12 meses.

– O reajuste, tanto para a redução como para o aumento, deveria ser automático. Ou seja, se o IGP-M apresentou redução, as locadoras e proprietários devem reduzir o preço. Mas é claro que há negociação, nos dois casos – diz o vice-presidente do Secovi-Rio, Antônio Paulo Monnerat.

Segundo os especialistas, com a pressão do mercado pelo aumento dos aluguéis, exercida pela demanda maior do que a oferta, os proprietários de imóveis têm dificuldade de aceitar as renovações dos contratos de aluguel com redução de valor pelo IGP-M.
Leia também: Queda de IGP-M não reduz os aluguéis

O IGP-M de 2009 apresenta a maior deflação já registrada por um Índice Geral de Preços. Já em 2010, o IGP-10, que acompanha a variação de preços do dia 10 de um mês ao 10 do mês seguinte, registrou em janeiro variação de 0,27%.

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