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Polícia investiga agressão de síndico a porteiro em prédio da região nobre de BH

Porteiro foi atendido na UPA Oeste, com trauma na cabeça e fratura do punho direito — Foto: Arquivo Pessoal

Parte da ação foi registrada pelo circuito de segurança; o caso ocorreu depois que o profissional pediu para ser demitido

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) vai investigar a agressão de um porteiro, de 65 anos, no bairro Sion, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a PCMG, o caso, registrado como lesão corporal, foi encaminhado para polícia judiciária, que irá adotar as providências cabíveis para apuração dos fatos. O ataque teria ocorrido após um pedido de demissão do funcionário. Ele ficou ferido e precisou ser encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste. O suspeito das agressões negou o crime.

O caso ocorreu na última quinta-feira (22). De acordo com a Polícia Militar, o profissional Laestey Gomes da Silva pediu para ser demitido pelo síndico, com a intenção de assegurar alguns dos direitos trabalhistas, mas o pedido foi negado. O síndico, o advogado Márcio Botelho, de 44 anos, que também é ex-presidente do Villa Nove, clube de Nova Lima, na região Metropolitana, teria se irritado e empurrou o porteiro contra a parede.

Gomes caiu e bateu a cabeça. Em seguida, segundo ele, Botelho continuou com as agressões, até ser contido por moradores. Parte da ação foi registrada em imagens pelo circuito de monitoramento do prédio. No vídeo, não é possível ver o momento exato das agressões. As imagens mostram apenas o advogado exaltado pelo condomínio.

Para a reportagem de O Tempo, o porteiro afirmou que ficou chateado com o ocorrido. “Com minha idade, nunca imaginei passar por alguma coisa assim”, disse. O profissional teve um trauma na cabeça, inchaço, escoriações no joelho e fratura do punho dinheiro. Ele foi atendido na unidade médica e depois liberado.

A defesa do suspeito, representada pelo advogado Romeu Rodrigues, negou as agressões e disse que o fato “é inverídico nos termos apresentados, pois se trata de notícia falsa”. Rodrigues disse ainda que o a situação será “devidamente comprovada em processo judicial competente”.  Para a reportagem, o representante disse ainda que “há uma situação que envolve a relação de trabalho com o porteiro”, mas que “como se trata de questões trabalhistas, está impossibilitado” de detalhar.

 

“Considerando a acusação de agressão a porteiro de condomínio na região Sul de Belo Horizonte, a defesa esclarece que a versão relatada à polícia e à imprensa é inverídica.

O advogado Romeu Rodrigues pondera que o porteiro é investigado por suposta prática de crime de assédio sexual no condomínio.Durante o procedimento de investigação interna, a respeito da denúncia de prática de crime de assédio sexual, o funcionário criou um factóide que culminou com a suposta agressão noticiada, com o deliberado propósito de furtar-se a eventual responsabilidade trabalhista, uma possível justa causa e, ainda, buscando colocar em segundo plano as apurações a respeito da denúncia de assédio sexual que pesa em seu desfavor.”

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