Condomínio

QUEM LIBERA O ACESSO NO CONDOMÍNIO?

Neste final do mês de Maio tivemos, lamentavelmente, mais um assalto ocorrido em
condomínio, onde uma quadrilha invadiu um prédio na cidade de Uberlândia-MG,
passando-se por prestadores de serviço e sendo liberada a entrada por uma criança. O
fato foi veiculado pela imprensa da seguinte forma:
Criança estava sozinha no apartamento e liberou entrada – Dupla é presa depois de
roubar apartamento que prestou serviço e trancar criança no quatro em Uberlândia-
Dois jovens, de 20 e 26 anos, foram presos nesta terça-feira (26/05/20), depois de roubar
um apartamento e trancar uma criança de nove anos em um quarto no Bairro Jardim
Patrícia, em Uberlândia. Parte dos objetos foram recuperados. A criança relatou que
interfonaram no apartamento e uma pessoa se identificou como amigo do pai, pedindo
para entrar. O menor de idade não questionou a solicitação e permitiu a entrada. Quando
a criança abriu a porta foi abordada pelos dois autores, que portavam uma pistola. Após
trancarem a vítima no quarto, a dupla roubou um cofre com várias joias, relógios e uma
arma calibre 38, além de outros objetos. (Fonte: http://g1.globo.com/ , de 29/05/2020).

Esta ocorrência não é a única que vem acontecendo ultimamente, mas um infeliz
exemplo em que espelha a realidade sobre Proteção em edifícios e que os moradores
bem como colaboradores devam estar, sempre, atentos sobre quem é que pode liberar o
acesso a área interna dos condomínios. No caso citado, especificamente, podemos tirar
uma lição básica, tal como a determinação nos condomínios de que, crianças não devam
liberar a entrada de estranhos (visitas, prestadores de serviços ou entregadores).

Para tanto é importante relembrar e frisar que, toda e qualquer pessoa estranha só entra
num condomínio devidamente autorizada pelos moradores, e isto diz respeito, aos
responsáveis pelas unidades ou seus prepostos, devidamente, identificados e autorizados
para tal. Muitos condomínios tem em suas normas internas que crianças e, mesmo,
empregados domésticos não podem liberar entrada ao local sem a autorização, expressa,
do condômino uma vez que a comunicação pode ficar vulnerabilizada e sem a devida
credibilidade, e, diante disto não se deve abrir os portões. Para tanto, a portaria deverá
manter um cadastro atualizado de todos condôminos servindo como fonte de consulta
para os porteiros a fim destes contatarem, diretamente, os moradores para que haja a
devida confirmação e veracidade do fato. É necessário que os condomínios invistam em
sistemas de controle de acesso automatizados e de alta tecnologia onde tenham dados e
fotos de moradores, empregados domésticos e características completas dos veículos.
O que se tem observado, nesta época de pandemia e quarentena, é que tem aumentado
o número de entregas, por meio de deliverys, onde os condôminos por receio em utilizar
elevadores e áreas comuns, fazem com que os entregadores se dirijam até as unidades,
fragilizando e vulnerabilizando a segurança do condomínio. O ideal é que, os moradores
ou colaboradores domésticos, retirem as entregas na entrada do prédio junto ao passador
de encomendas, evitando-se o acesso de entregadores ao interior do condomínio.
Caso haja qualquer dúvida ou suspeita, deve-se acionar a Polícia Militar, pelo fone 190.

JOSÉ ELIAS DE GODOY

Tenente-Coronel da PMESP, Especialista de Segurança em Condomínios e autor dos
livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de Segurança em
Condomínios”. Maiores informações pelo telefone: 2062-6798 ou elias@suat.com.br

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