Cotidiano

Sua Carreira em Pauta: síndico é profissão?

Segunda-feira é dia de falar de carreira no CBN Curitiba – Edição da Tarde, com o headhunter e fundador da “De Bernt Consultoria em RH”, Bernt Entschev. Nesta semana, o tema da coluna é a profissão síndico.

A profissão síndico

Há muito tempo ela chegou e veio para ficar. Mesmo com toda a revolução tecnológica 4.0 que se aponta, a função de síndico dentro dos condomínios, sejam eles residenciais ou comerciais, não deve desaparecer, isto porque este papel tem um elemento bastante peculiar: é uma profissão humana, quem a exerce tem que gostar de gente. Isso não vai mudar nunca.

Hoje os grandes condomínios Brasil afora se assemelham a empresas de médio porte. Facilmente se encontra áreas residenciais onde residem mais de duas mil pessoas em um mesmo endereço. Detalhe: um público heterogêneo, com crenças distintas, valores, sonhos e objetivos diferentes. São homens, mulheres, crianças em um único espaço.

Some-se a isso ainda, a relação entre funcionários que trabalham para manter a estrutura, fornecedores que prestam serviços e uma contabilidade que precisa dar conta de orçamentos muitas vezes conquistados em grandes discussões.

Olhando para este cenário é de se pensar que o sindico necessita ser um profissional, multidisciplinar. Primeiro, precisa ser gestor, pensar no condomínio como uma empresa no qual tem um produto diário a ser entregue,  o bem-estar de quem ali mora. Segundo precisa ser um bom relações públicas e ouvir as demandas e resolvê-las. Terceiro, precisa em muitos casos, ser operacional, mesmo em alguns casos tendo auxiliares, essa pessoa vai ter que colocar a mão na massa.

E há campo para essa área. Não somente no seu condomínio, mas também fora dele. Hoje com as administradoras terceirizadas, se despontam os chamados síndicos terceirizados. Ou mesmo aquele profissional síndico, que sozinho atende de dois a três empreendimentos, podendo vir a ter uma renda mensal superior a R$10 mil.

Se você pensa em mergulhar nessa atividade, tenho algumas dicas as quais precisa levar em conta. Primeiramente responda a pergunta: você gosta de gente? Se titubeou, sugiro que descarte a atividade desde já. Segundo, está disposto a lidar com um público heterogêneo, com diferentes necessidades? Se para uma demanda apresentada por determinado morador, você responder, “que pessoa chata, não engulo esse fulano”, ou coisas assim, abandone a ideia. Não é para você. O síndico é a pessoa a qual não deve ter rusgas com ninguém e não está ali para dizer se a pessoas é bonita, bacana, chata etc tal. Está ali para resolver as demandas do condomínio, ou melhor, das pessoas que ali moram.  Esse vai ser o seu dia a dia.

Pense ainda se você tem capacidade técnica, como um bom entendimento administrativo, conhecimento de legislação, contabilidade e gestão de pessoas e zeladoria. É primordial, pois disso vai depender o seu sucesso como profissional.

O interessante que nessa profissão não se exige necessariamente uma formação acadêmica, o mais importante está no essencial, na capacidade de fazer acontecer e a experiência neste sentido é fundamental. Então, antes de se candidatar em seu condomínio, busque participar de conselhos, conheça bem os moradores. Internalize o seu condomínio no dia a dia de sua rotina. Se não mora em um, então busque trabalhar em empresas que oferecem esse tipo de serviço, geralmente as administradoras especializadas. Com uma bagagem nas costas você terá mais argumentos para futuras oportunidades.

Atenção

Síndicos, embora tenham a prerrogativa de tomar decisões e ou dar a palavra final para determinadas regras, também são profissionais eleitos pelos próprios moradores. Então se você é morador, muito cuidado ao colocar uma pessoa errada nesta função. As consequências podem ser pra lá de desagradáveis.

Neste contexto, antes de votar em uma pessoa veja se ela não tem um perfil encrenqueiro em grupos internos. Aquele que reclama de tudo, achando que tem razão do todo. Se a pessoa em grupos ataca outras, ou mesmo falta com o respeito abertamente. Esse perfil não é adequado. No mínimo essa pessoa terá que repensar suas convicções. Descarte.

Cuidado também com o vizinho de fala mansa, que têm outros objetivos com a função, como pretensões políticas, de mudar algo em favor de sua demanda etc e tal. São aquelas pessoas ladinas, espertas que querem confundir o público, principalmente os menos participativos.

E por último, esse candidato precisa ter um histórico ético impecável. Ele vai cuidar do seu dinheiro, praticamente da sua casa e lidar com muitos fornecedores. Então, na hora de selecionar coloque tudo isso na balança e viva intensamente e com qualidade no lugar que você escolher para chamar de seu!

Fonte: CBN

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