Condomínio

Polícia investiga golpe em que estelionatários usam nome de condomínios de Mogi para alugar máquinas

Caso é investigado pela Polícia Civil de Guarulhos com documentos em nome de condomínios de Mogi das Cruzes. Empresa de locação teve prejuízo de R$ 40 mil com máquina que não foi devolvida.

A Polícia Civil de Guarulhos investiga um novo golpe que usa nomes de condomínios de Mogi das Cruzes e de outras cidades. Os criminosos se passam por síndicos pra enganar as empresas de locação de máquinas.

A empresa que aluga empilhadeiras na Grande São Paulo fotografa todas as máquinas antes da entrega. Uma delas, avaliada em R$ 40 mil, nunca mais foi devolvida. “Às vezes o pessoal age tão profissionalmente, que a gente que é pequeno, acaba caindo nesse golpe”, conta a vítima, que preferiu não se identificar.

Para isso, os criminosos se passaram por síndicos e subsíndicos. Eles mandaram e-mails com atas falsas de reuniões de moradores e enviaram uma lista com fornecedores do condomínio. Tudo falso. Era apenas para ganhar a confiança e retirar a empilhadeira na empresa, com o contrato do aluguel, sem pagar nada.

“Eles atendiam como empresas, você pedia pra falar como gerente e era passado, quer dizer, eles são muito organizados neste sentido”, destacou a vítima.

Esse tipo de golpe que envolve o nome de condomínios residenciais tem tirado a paz das empresas que atuam no ramo de locação. Para se ter uma ideia, a Associação Brasileira de Locadores de Equipamentos soube do primeiro caso no começo de 2017. Até o fim do ano passado, 36 denúncias foram feitas.

Agora, em 2018, já foram 48 tentativas do mesmo golpe em diferentes cidades do país. “São equipamentos muito caros. Eles dão um golpe aqui em São Paulo e o que acontece? Levam para o Paraná, pro Nordeste, não pode nem culpar as construtoras. Hoje tem muitas empresas terceirizadas, e muitos desses terceirizados, infelizmente, fazem parte de quadrilhas de pessoas que compram esses equipamentos”, destacou o gerente da Associação Brasileira de Locadores, Márcio Martins da Fonseca.

Uma empresa que fica em São José dos Campos, no interior de São Paulo, também foi procurada pelos golpistas. Os criminosos mandaram e-mails usando o nome de um condomínio pra alugar um compressor de ar, avaliado em R$ 40 mil. Por telefone, eles faziam questão de retirar o equipamento de uma tonelada direto na empresa.

Foi aí que o gerente Higor Pozzi suspeitou. “99% dos nossos pedidos nós entregamos no local. Foi aí que fizemos contato com o condomínio e descobrimos a fraude, destacou Pozzi.

Vários casos já são investigados. Segundo a polícia, o interesse pelo setor de locação é pra facilitar o transporte dos equipamentos. “Até então é uma nota fiscal quente, visto que a vítima só vai saber que foi vítima posteriormente quando não for feito o pagamento”, pontua o investigador Clayton Barbosa dos Santos.

Os golpistas usam nome de condomínios verdadeiros e aí acabam causando transtornos para mais gente. Só um prédio em Mogi das Cruzes, já recebeu ligações de nove empresas de locação sobre pedidos que nunca foram feitos.

“Cada telefonema que vinha eu contatava e fui orientando para não venderem e ficava aguardando aqui pra ver se aparecia alguma vítima”, destacou o síndico Francisco José Andere Del Corso.

O pior é que algumas empresas não acreditam que o condomínio também é vítima do golpe e mesmo assim insistem na cobrança. “Falam que vai emitir a nota promissória, que vai mandar pra cartório, e você não tem que pagar porque você não deve, e eu fico tentando defender para não sujar o nome do condomínio”, conta Eduardo Miranda, administrador do condomínio.

Fonte: G1

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