Cotidiano

Respeitar o espaço do vizinho é missão difícil nos condomínios

Prédios optam por separar até a conta de água.
SPTV apresenta série de reportagens ‘Meu Condomínio tem Solução’.

Na tentativa de respeitar o espaço de cada um, alguns condomínios optam até mesmo por fazer churrasqueiras para cada apartamento. Num prédio de Santana, na Zona Norte de São Paulo, são 80 apartamentos e 80 churrasqueiras. O espaço comum do condomínio só é usado quando o morador tem muitos convidados.

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A definição da palavra condomínio é:” o direito de propriedade exercido em comum; ou um domínio que pertence a mais de uma pessoa juntamente”. Dividir, compartilhar são palavras que estão ficando cada vez mais distantes dos condôminos da cidade.

Priorizando o individual
“Tem pessoas que textualmente afirmam, eu gosto de não conhecer as pessoas, eu quero morar tranquilo, quero pagar meu condomínio em dia, não vou na reunião, inclusive e quero morar em paz”, explica o advogado especialista em condomínios Márcio Rachkorsky.

Em todo condomínio tem o antissocial, o tipo de vizinho que espera dentro do carro para não ter que cruzar com outro morador na garagem. Ou aquele que dá uma disfarçada para não subir no elevador com uma vizinha tagarela. Há ainda aquele que você encontra, fala bom dia e ele não responde. “Às vezes nem é falta de tempo, é a pessoa que não quer se envolver”, comenta Ivone Zolin, dona de casa.

Conduto, às vezes, cada um cuidar da sua parte, pode ser o melhor para todos. No Capão Redondo, Zona Sul da cidade, num condomínio de 14 blocos, 250 aptos e mais de mil moradores foi implantado o sistema de individualização da água. “No início tínhamos custo alto, não só no valor, mas em relação ao consumo de metros cúbicos”, explica Marco Antonio do Vale, síndico do complexo.

A mudança foi há seis anos. Na época, cada apartamento pagou R$ 350 descontados em dez parcelas. Cada cano é destinado a um apartamento e é feito o controle do volume da água que vai para cada condômino. Antes, o prédio pagava cerca de R$ 12 mil a R$ 16 mil na conta, agora fica em torno de R$ 8 mil. O resultado foi um alerta para o desperdício.

Pensando no coletivo
Num condomínio da Vila Leopoldina, Zona Oeste da capital, os moradores separam o óleo de cozinha usado, altamente poluidor quando jogado no ralo e dele são feitas barras de sabão. “Nós temos dois postos de coleta um na portaria e outro na administração e esse óleo é entregue a uma moradora, ela se dispôs a fazer a sabão, que é vendido para os moradores e também para a empresa que faz a limpeza do condomínio”, diz a gerente do condomínio, Ieda Magalhães.

Foi nessa lógica de “um por todos e todos por um” que a jornalista Stela Garcia, moradora do complexo, teve a ideia de criar um mural útil que serve para facilitar a comunicação entre vizinhos. O mural também traz informações importantes para os moradores de mais de 352 apartamentos. “A ideia era ser um momento mais tranquilo e de aviso para saber o que está acontecendo”, completa a moradora.

As pessoas realmente lêem enquanto esperam o elevador. “Eu estou há dois meses aqui, fiquei sabendo da festinha de Páscoa para as minhas filhas pelo mural. Acabei vindo e conheci um monte de gente e foi muito bacana”, conta Mônia Pestana.

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